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	<title>Crônicas &#8211; Agnes Gomes</title>
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		<title>A Grande Avenida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[agneesgomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2017 11:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Um carteiro de calças coloridas. Um senhor que toma café e espera amanhecer. No trampolim das causas perdidas, varrem o ontem das calçadas da vida. A mulher que segura na mão da menina pede ao acaso o que um dia deixou de ter. O cachorro fareja, procura comida, mas o que encontra é a fome dobrando a esquina da grandiosa avenida.</p>
<p>Amanheceu, amanhã será o dia em que seremos fartos! Não queremos ver o sol revelar que os velhos andam inclinados e o nosso querer não quer acabar, mas a flor não nega o prazo&#8230;&#8221;</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-RBfktjU0a0?si=SU5J-mX37I1hqiVP" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Hoje finalizo minha semana de trabalho com a convicção de que estamos todos numa grande avenida. De diversas formas: caminhando, correndo contra o tempo, tocando na vida de outras pessoas sem sequer nos darmos conta disso.</p>
<p>Você já parou pra pensar em quantas vidas nós esbarramos ao longo da nossa jornada? Agora, pense quantas dessas vidas você realmente parou para observar e entregar um pouco do seu tempo e da sua atenção.</p>
<p>O artista que está no vídeo acima é de Londrina/PR. Essa composição me faz refletir bastante sobre isso e quis compartilhá-la com vocês. O bom da música é que ela abre um leque para várias interpretações e sentimentos. E, no meu caso, fico com o sentimento de que precisamos nos atentar mais às pessoas. Sejam as que estão próximas de nós ou aquelas que nem conhecemos tanto. Isso muda o nosso dia-a-dia. E isso faz toda a diferença.</p>
<p>&#8220;Seja você a diferença que quer ver no mundo.&#8221;</p>
<p>Nessa grande avenida chamada vida, não podemos atravessá-la sem olhar no olho do outro, sem tocá-lo verdadeiramente, sem estar de corpo e alma presentes. Que possamos ser mais. Apenas ser. E só.</p>
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