“Um carteiro de calças coloridas. Um senhor que toma café e espera amanhecer. No trampolim das causas perdidas, varrem o ontem das calçadas da vida. A mulher que segura na mão da menina pede ao acaso o que um dia deixou de ter. O cachorro fareja, procura comida, mas o que encontra é a fome dobrando a esquina da grandiosa avenida.
Amanheceu, amanhã será o dia em que seremos fartos! Não queremos ver o sol revelar que os velhos andam inclinados e o nosso querer não quer acabar, mas a flor não nega o prazo…”
Hoje finalizo minha semana de trabalho com a convicção de que estamos todos numa grande avenida. De diversas formas: caminhando, correndo contra o tempo, tocando na vida de outras pessoas sem sequer nos darmos conta disso.
Você já parou pra pensar em quantas vidas nós esbarramos ao longo da nossa jornada? Agora, pense quantas dessas vidas você realmente parou para observar e entregar um pouco do seu tempo e da sua atenção.
O artista que está no vídeo acima é de Londrina/PR. Essa composição me faz refletir bastante sobre isso e quis compartilhá-la com vocês. O bom da música é que ela abre um leque para várias interpretações e sentimentos. E, no meu caso, fico com o sentimento de que precisamos nos atentar mais às pessoas. Sejam as que estão próximas de nós ou aquelas que nem conhecemos tanto. Isso muda o nosso dia-a-dia. E isso faz toda a diferença.
“Seja você a diferença que quer ver no mundo.”
Nessa grande avenida chamada vida, não podemos atravessá-la sem olhar no olho do outro, sem tocá-lo verdadeiramente, sem estar de corpo e alma presentes. Que possamos ser mais. Apenas ser. E só.
